REFORMA DO NOVO CENTRO ADMINISTRATIVO SERí FEITA POR ETAPAS

8 de março de 2015

 

 Prefeitura pediu licença para mudar uso de verba de permuta para ocupar (e reformar) somente quatro andares do ex-hotel Beira Mar

 

 

Por Fausto Junior

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Foi aprovado por unanimidade na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (2/3), um projeto de lei da prefeitura de Torres que pedia autorização parlamentar para mudar a forma de aplicação da medida compensatória recebida pela municipalidade, referente í  aprovação de permuta com a mitra da Igreja Católica local. Havia ficado acordado que a construtora que irá realizar obras na quadra do Salão Paroquial – num terreno doado para a mitra no passado “ transferiria (por meio também de obras) em torno de R$ 1,5 milhão para a reforma do prédio do ex-hotel Beira Mar, adquirido pelo municí­pio para ser adaptado como nova prefeitura e centralizar os serviços públicos locais em um mesmo prédio.

A nova forma de aplicação dos recursos, aprovada nesta semana na Câmara,  traz alteraçíµes no cronograma fí­sico e financeiro das reformas. Serão utilizados parte dos recursos permutados para que sejam realizadas instalaçíµes elétricas nos primeiros quatro andares do ex-hotel. A prefeitura projeta que ,com esta reforma, já poderá centralizar algumas secretarias no mesmo prédio, saindo de muitos contratos de aluguel. O prazo das obras está projetado para seis meses, ou seja: ainda em 2015, a sede administrativa de prefeitura de Torres deverá estar funcionando no novo (e velho) prédio, mesmo que ainda parcialmente.

 

Vereadores que votaram contra a by browseonline">compra do ex-hotel aprovaram mudanças

 

Os três vereadores do PMDB (Alessandro, Marcos e Tubarão) e os dois do PP (Gisa e Fábio) que votaram contra a aquisição do prédio em 2013 – aprovaram as mudanças. O discurso geral foi de não atrapalhar a prefeitura em seu caminho, já que a compra do prédio foi sacramentada, mesmo com a não anuência dos cinco vereadores.

Mas a bancada do PMDB encomendou estudos, conversou com a secretária de finanças do municí­pio Fátima Cechin (em reunião prévia, realizada na mesma segunda, antes da sessão da Câmara) e constatou que os recursos da permutas serão usados em torno de um terço nesta etapa da reforma. A secretária garantiu que o resto da permuta financeira (em torno de R$ 1 milhão) será utilizado na reforma seguinte;  e que haverá licitação para a escolha da empresa que prestará o serviço.

Mesmo assim, a oposição não deixou de bater nas confusíµes feitas em torno deste assunto pelo governo Ní­lvia. O vereador Tubarão afirmou que serão, no mí­nimo, R$ 3 milhíµes os gastos com toda a reforma, diferente da projeção técnica do governo, í  época da compra, que projetou tão somente R$ 700 mil.

O vereador Nego (PC do B), que sempre foi ardoroso incentivador da compra o ex-hotel, ao contrário do PMDB incentivou a atitude da prefeitura de reformar logo o prédio comprado para centralizar as secretarias da prefeitura num só espaço. Ele torce que a prefeitura se mude logo e consiga sair dos altos alugueis, um tema que é criticado pelo mesmo vereador em suas falas na Câmara Municipal.

 

Compra do prédio: entre polêmica e promessas não cumpridas

 

O prédio do ex-hotel Beira Mar foi comprado, em julho de 2013, junto ao Banrisul (credor da massa falida),  por R$ 6 milhíµes, para serem pagos em seis vezes anuais de R$ 1 milhão. Os defensores da compra dizem que o negócio foi bom, pela aquisição com preço abaixo do mercado. Mas os crí­ticos achavam (e acham) que o local e  o tipo de construção não são razoáveis para que lá funcione uma repartição pública.

Outra polêmica criada desde a compra foi diante das promessas da prefeita Ní­lvia para aprovar o negócio (que teve de ser aprovado na Câmara). A prefeita prometeu mudar para o prédio em dezembro de 2013, o que não aconteceu; e projetou (através de sua assessoria) que as reformas seriam baratas (R$ 700 mil), o que também não se confirmou.

A uso de sobras no orçamento da Câmara para pagar o empréstimo junto ao Banrisul também gerou crí­ticas, da oposição e da sociedade organizada em geral.

 


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